domingo, 8 de novembro de 2009

Trégua

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Não é a primeira, nem a segunda, e provavelmente não será a última trégua que vou dar. Confesso que durante a semana pensei em eliminar este blog por N motivos, mas os principais foram: 1º) Porque minha mente "criadora" de poemas e poesias parece que morreu, não parece que parou, nem parece que deu um tempo, parece realmente que morreu, procuro resquícios de sensibilidade dentro de mim e vejo que me tornei diferente, estranha, e eu sofro com isso, porque antes escrevendo eu me libertava de sentimentos ruins e agora me sinto aprisionada; 2º) Vocês perceberam que a maioria das coisas que escrevi aqui foram sobre amor, e sim, a maioria das coisas que escrevi aqui foram para o Demóstenes, o meu amor, mas ele me disse já diversas vezes que não gosta de vir aqui e comentar, então isso também me desanimou demais; 3º) Poucos comentários me desanimam também, assumo; 4º) Me cobro demais e não acho que minhas coisas são suficientemente boas, sei que isso é autodestrutivo, preciso aprender lidar com isso.

Maaaas, pra mim é difícil de me desfazer daqui, e tive mais motivos pra manter a página: 1º) Aqui no blog eu sei que ninguém espera nada em especial de mim, posso falar sobre o que quero e como quero; 2º) Fazem anos que o tenho e é difícil abandonar, deixar para trás algo do qual se carrega muito amor, e eu tenho muito amor por este blog; 3º) Pensei que seria ruim perder este layout, esta organização toda (embora pudesse salvar para usar em outro momento), não queria que outros blogs que já me linkaram perdessem o contato com esta página, de uma hora pra outra, e como eu me conheço e sei que talvez em uma semana eu já quisesse retornar (acho que já perceberam que nisso eu sou muito instável); 4º) Com toda certeza esse blog foi a coisa que mais durou na minha vida, e que durante todo o tempo este lugar esteve comigo, não me abandonou, não me deixou, não me trocou, não me perguntou porquês, nem mesmo quando eu o abandonava; 5º) Mas...creio que o principal motivo para eu não excluir este lugar está no fato de ter conhecido pessoas incríveis, talentosas e de muita bondade no coração, Déia e Belle, Clara, Bia, Neuci, Bruxinha da Noite, Jakeline, Sandra Veneziani e muitas outras amigas blogueiras, jamais as esquecerei.


Bom é isso. Não sei por quanto tempo...é só uma pausa.
Beijos e fiquem com Deus sempre.
Jô.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 22:49
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Livros

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Livro é sinônimo de solidão. Sim. E é uma solidão gritante que corta meu coração. Vejo todos enfileirados, parece que estão a me observar, profundamente, observam a todos, no intuito de serem carregados junto ao nosso peito. Esperam ansiosamente que as capas se abram e que não se leia apenas um parágrafo, ou uma página, querem nos tornar descobridores de suas angústias, de seus medos, de seus minutos manuscritos magnificamente (e com muito sacrifício).

Quando uma capa se abre é quase como quando cumprimentamos uma pessoa, é um "olá" entre olhos e letras, e se o livro fosse capaz de falar, diria: "Que bom que você está aqui comigo".

De seis pessoas que observei na biblioteca, quatro falavam concomitantemente, uma teclava em seu notebook com um sorriso no rosto (numa provável conversa virtual) e outra, após abrir a capa, leu duas linhas e fechou o livro.

Olhei para todos os livros dispostos nas prateleiras e aquilo parecia um cemitério em vida, pois, não há como dizer que estavam mortos, os livros vivem, vivem e conversam conosco (e sempre, sempre esperam resposta).

Os livros observavam aquelas seis pessoas, entreolhavam-se, e perguntavam-se: "E eu? Quando vem me buscar?"

Posso dizer que me senti triste ao ver os livros daquele jeito. Profundamente triste. Não os queria ali. Queria um para cada pessoa, um livro em cada mão ao invés de uma arma, um livro em cada mão ao invés de uma palavra imprestável na boca. E se assim o fosse, já não seria preciso ver este cemitério morto-vivo. Veríamos um sorriso estampado em cada livro, ainda que estivesse fechado.


~ Leiam o que a Bia pensa sobre livros.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 00:41
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Copo de Suco de Laranja


Através do vidro daquela padaria via teus olhos atentos, centrados no visor do celular. Apenas bebi dois goles do meu suco de laranja, deixei tudo como estava sobre a mesa e saí quase que desesperadamente na tentativa de lhe alcançar. Você andou por alguns metros sem olhar para lado algum, somente o visor do celular lhe chamava atenção.
Por fim, lhe alcancei.
Você não esboçou nenhuma reação (pelo menos não a que eu esperava). Falamos por segundos, lhe entreguei uma carta, depois andamos em direções opostas. Enquanto voltava me perguntava o que de fato me fez, por impulso, abandonar o almoço e ir correndo ao seu encontro. Será que tinha sido a carta?
Durante o retorno acabei por passar novamente frente a padaria, e através do mesmo vidro que lhe vi antes, percebi que o copo de suco de laranja continuava no mesmo lugar onde o havia deixado. O copo sempre soube que não fora a carta, tampouco o medo de lhe ver partir para sempre, mas sim o ciúme.
O ciúme de ti havia feito de mim uma ansiedade com pernas.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 23:53
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sábado, 24 de outubro de 2009

Como

Como eu queria encontrar as respostas perfeitas para todas as minhas perguntas.
Como eu queria encontrar o abraço perfeito para todas as minhas fraquezas.
Como eu queria encontrar a palavra perfeita para meu choro sem motivo.
Como eu queria encontrar um sentimento igual ao meu.
Como eu queria encontrar a normalidade para a loucura que me destrói.
Como eu queria parar de mentir para mim mesma.
Como eu queria me ver completa.
Como eu queria descobrir quem sou eu.
Como eu queria, me esconder do mundo, me esconder de qualquer respiração, inclusive da minha.
Como eu queria gritar as piores maldições para as muralhas da minha imaginação.
Como eu queria chorar por horas sem ninguém pedindo explicação.
Como eu queria acalmar alguém com minhas mãos.
Como eu queria me sentir importante.
Como eu queria a escuridão para que ninguém visse meus olhos cristalinos.
Como eu queria encontrar a razão em meio a tantas emoções que me fazem ser o que sou.
Como eu queria abandonar tudo, abandonar todos, recomeçar.
Como eu queria o que chamam de liberdade.
Como eu queria, por um dia, nenhuma crítica, nenhuma injustiça, nenhuma negatividade.
Como eu queria fechar meus olhos agora, e por uma noite dormir sem molhar os travesseiros.
Como eu queria recuperar minha auto-estima.
Como eu queria escrever novamente sobre o amor.
Como eu queria, conjugo passado.
Como eu quero, julgo impossível.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 00:52
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Falha na Comunicação?

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Muito provável.

Não há como simplesmente passar por sobre nossas dificuldades fingindo que tudo está caminhando como se planejou, como se tudo realmente estivesse andando na mão certa de direção, tudo está ao contrário, na contramão, e não há como simplesmente dizer, emitir, gesticular, observar, respirar tão próximo de ti para que saibas. Desconfiança se mistura ao amor, aquele amor que tão forte se faz presente em cada passo, e hoje sei que é possível amar sem confiar, erraram aqueles que prognosticaram que o amor anda junto com a confiança e de que são necessários ambos para amar alguém. Não. Não é assim que funciona. Necessita-se de confiança para se sentir amada, mas não para amar. O amor é maior do que uma confiança, do que uma segurança, o amor é arriscar, em todos os sentidos, e eu sei que andamos dia após dia nos arriscando mais.

Minha dificuldade em me comunicar com você, amor, é maior do que penso que é, cada palavra resumida para tentar falar "mais diretamente" o que sinto, é, assim como Chico Buarque diz, "cortar um rio a faca". Amplamente difícil. Extremamente difícil. Amar, amar, amar, amar e não saber onde o rio vai alcançar, onde tudo vai parar, onde não se quer parar. Às vezes me passam aqueles pensamentos sobre o fim, sobre o fim de todo esse sofrimento, dor e angústia, e algumas gotas de mágoa também, minha razão não fala ao contrário do coração, mas literalmente de costas para ele, fala sem querer ouvir o que ele quer, e ele sempre dá um jeito de se virar de frente para responder à altura.

O amor é como uma lança invertida. É engraçado até como sinto dores de estômago em pensar tanto em nós dois, sobre nossa forma de vida hoje e a forma de vida que tanto queremos, queremos ou quero, já não sei, há dias em que me pergunto de fato o que ainda estou fazendo da minha vida, de tudo isso de bom que tenho dentro de mim, dentro de mim existe tanto amor capaz de permear as florestas, meu amor é tão grande que não cabe somente dentro de mim, preciso de uma forma ou outra demonstrar e tenho até medo de fazer deste lugar um depósito de "sentimentos cortados pela lança". Me culpo por querer toda hora ser recompensada pelo amor que sinto, recompensada com amor recíproco, e, exatamente como faz chuva na minha cidade é como se faz a certeza do seu amor no meu coração: dia sim, dia não.

"I'm very lucky?" Realmente me sinto muito afortunada. Mas talvez um dia saberás a diferença de sentir-se afortunada com um sentimento no seu coração, ou de sentir-se afortunada com um sentimento que vem para você de outro coração. Espero ansiosamente (e sei que isso é ruim, não só para meu estômago) pelo amor de uma pessoa que, já tem todo o meu amor, por vezes mensurável (parece que está acondicionado hermeticamente esperando para se entregar) e por todas as outras vezes imensurável, amor tão grande que já não consigo simplesmente carregar dentro de mim, me tornei pouco para o amor que tenho.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 23:49
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bom dia!

Bom dia! Bom dia! Bom dia!
Como todos vocês que visitam meu blog estão?

Espero que estejam bem!

Estou morrendo de saudades de vir aqui e falar bastante... hehehe...mas agora estou com muuuitas tarefas, voltei das férias pro trabalho fazem treze dias, tive já algumas provas na faculdade e terei mais duas provas importantes agora, nos próximos dias...uma já é amanhã!!! Sobre Teoria do Direito...Conteúdo muuuuuuito interessante, muito legal, mas preciso ler bastante para não restarem dúvidas e não me confundir na hora de responder as questões...

Até o início da outra semana, vou colocar no ar os meus presentes recebidos (selos) e também algumas outras coisas que estão bem atrasadas...

Quero hoje passar para agradecer de coração as meninas do Magia Gifs, fiquei muito feliz e honrada em receber o destaque da semana, mas mais que isso, estou emocionada com o "Livro de Ouro" do qual agora faço parte, já que fui destaque há algum tempo e agora elas me escolheram novamente! Muuuuuuuuuuuuito obrigada! Daqui a pouco estarei colocando ele no layout!
Beijos e abraços para todos!

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 11:03
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sábado, 10 de outubro de 2009

Tempo, Tempo, Tempo, Tempo...

Olá! Ainda vivo aqui...hehe, sei que parece estranho demais minha ausência, mas não pensem que parei de escrever ou parei de pensar nesse lugar, é que estou atarefada e quero manter o foco no que preciso fazer agora...porque vir até aqui, é desfazer muitas coisas sobre mim mesma, é abandonar tudo que tenho de sólido e entrar em absoluto na minha alma...e é uma viagem um tanto perigosa para tantas coisas que tenho que fazer nesse mundo "real".

Hoje estou feliz pois fui escolhida como blog destaque no Magia Gifs! Que honra! Segunda vez que recebo o destaque e fiquei muito muito feliz...obrigada pelo carinho...!



Em homenagem ao site Magia Gifs, e em homenagem a todos os meus amigos virtuais, deixo uma música perfeita de Caetano Veloso. É a única música dele que gosto por completo.


És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo Tempo Tempo Tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo Tempo Tempo Tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo Tempo Tempo Tempo
Entro num acordo contigo
Tempo Tempo Tempo Tempo

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo Tempo Tempo Tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo Tempo Tempo Tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo Tempo Tempo Tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo Tempo Tempo Tempo

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo
Quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo Tempo Tempo Tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo Tempo Tempo Tempo

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Apenas contigo e migo
Tempo Tempo Tempo Tempo

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Não serei nem terás sido
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo Tempo Tempo Tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo Tempo Tempo Tempo


Beijos...!

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 22:43
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Poema de Você

Em minha boca sinto gosto de maio.
Em meus olhos te vejo passear, passos lentos alternam-se com passos céleres, e o frio de minha alma não se reduz, não ameniza...
Lembro de você com a mesma frequência que meu coração bate, ou que meu pulmão respira, ou que minhas mãos tremem...

É um poema de você. É um poema para você. É um poema por você.
Um dentre os outros todos que são seus.

Braune Mütze, que antes me era apenas memória fotográfica, torna-se o mais presente perfume, a mais delicada visão, o mais puro desejo...
Impossível sobrepujá-lo.
Te amo.
Para toda a eternidade que me será dada.
Para aquela eternidade...
Minha e sua.

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 23:53
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Vai dar Saudade

Boa viagem...

Escrito por    Josiane A. Ruhmke às 00:56
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A Autora

Josiane Andréia Ruhmke. Jô. 24 anos. Acadêmica do curso de Direito. Ansiosa e organizada em excesso. Ama muito o Demóstenes . Geminiana com um pé em câncer, ou canceriana com um pé em gêmeos. Pensante. Observadora. Além do amor por Direito, também há o amor pela Psicologia, pelo teatro, cinema, música. Amor pela mitologia, artesanato, café e filosofia. Dedicada, falante, teimosa, algumas vezes preguiçosa. Alguém aprendendo a viver um dia de cada vez, dentro da sua complexidade e da complexidade externa. Complexidades que por sinal, também ama.

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O Blog

Em 29/08/2005 foi fundado. Junto fundava-se seu amor por alguém que de sí distava, aproximadamente, mil quilômetros. O nome veio ao acaso, por sugerir diversas metades da própria estrutura, por obviedade também, fazer lembrar uma cor tão bela. Trata-se de blog para compartilhar vivências que, no primeiro momento, não se quer compartilhar. Uma provável extensão da própria alma.


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